Folclore
O fruto seco do Mangostão é enviado, a partir de Singapura, para Calcutá e para a China, para uso medicinal. A casca é cortada e seca, e é utilizada para tratar a disenteria. É também utilizado, em pomadas, sobre eczemas e outras afecções cutâneas.
Nestas zonas, o Mangostão é ainda tradicionalmente utilizado para tratar a diarreia, a cistite, a gonorreia e outras enfermidades. Pode ser aplicado externamente como uma loção adstringente. Uma porção da casca é mergulhada em água durante a infusão e administrado para a diarreia crónica em adultos e crianças.
Os filipinos empregam uma decocção das folhas e casca como antipirético e no tratamento de aftas, diarreia, disenteria e alterações urinárias.
Na Malásia, uma infusão das folhas, combinada com bananas verdes e um pouco de resina de goma é aplicada para a ferida da circuncisão. A decocção da raiz é tomada para regular a menstruação. Um extracto da casca chamado "amibiasine", tem sido comercializado para o tratamento da disenteria amebiana.
A tradicional utilização deste fruto em tão larga escala, com resultados notórios, levou a que a comunidade científica se interessasse pelas suas propriedades. Desde a década de 1980, foram levados a cabo mais de 60 estudos ao Mangostão, realizados em laboratórios independentes (ver Investigação Cientifica), e as conclusões desses estudos mostram que o Mangostão possui efectivamente fantásticas propriedades únicas que confirmam os inúmeros benefícios que este fruto tem para a saúde.